sexta-feira, 21 de maio de 2010

Emir Sader: “Essa posição que o Brasil tem hoje, coloca o país numa responsabilidade superior"

O cientista político Emir Sader, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP), esteve em Belém conversando com público e com jornalistas no do ciclo de debates “Diálogos sobre Desenvolvimento”, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (Idesp). Em duas programações, no Idesp pela manhã, e na Computer Store, pela noite, Emir lançou seu livro “Brasil, entre o passado e o futuro”, juntamente com com Marco Aurélio Garcia, Secretário Especial de Política Exterior, da Presidência da República, no qual reúne artigos de Dilma Roussef, Guilherme Dias, Jorge Matoso, José Antônio P. de Souza, Luiz Dulci, Marcio Pochmann e Nilson Barbosa.


A palestra realizada no Idesp reuniu interessados em política, acadêmicos, servidores públicos em torno do tema “Brasil: de Getúlio a Lula”. “Essa posição que o Brasil tem hoje, coloca o país numa responsabilidade superior. Uma superioridade, responsabilidade, de saber para onde ir. Nós vivemos uma situação como essa, guardadas as proporções, no final do século XIX, em que o Brasil tinha tudo para liderar um projeto de desenvolvimento mundial, e nós fracassamos, nós perdemos o bonde da história”, avalia o sociólogo.

Neste sábado, dia 22, serão veiculadas entrevistas nos programas de televisão Etc e Tal... e Fala Pará. Vale a apena conferir.


Um comentário:

  1. O Brasil se encontra em momento poucas vezes antes igual ao que nos encontramos. As possibilidades são muitas, porém as escolhas são poucas, as linhas de desenvolvimento estão postas, porém a capacidade de decisão está fortemente ligada a ação popular.
    A Revolução Democrática é um processo lento, entretanto coerente com as reformas históricas necessárias. Do mesmo modo, a continuidade da inclusão social é processo frágil no nosso país. As elites e a mídia, principalmente setores tragicamente reacionários, estão sempre as espreitas, como fala Sader: "Corvos do futuro". Contra eles ressalto:
    Boas idéias
    nascem assim
    de bocas abertas
    gargantas a mil,
    cabeças cortantes,
    falas forçadas e
    cantos gerais.

    Boas idéias
    morrem serenas
    chutadas ao vento

    ou em bocas pequenas.

    Mal dizes idéias
    de tempos tristonhos,
    de cabeças cortadas e
    olhares depostos.

    Nosso momento são de idéias vivas,
    cabeças sensatas e mentes ao vento.
    Sejamos jovens como Eder Sader

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