Na data de hoje, 30 de julho, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP) comemora cinco anos da lei Estadual nº 7.030 que o recriou. O Instituto surgiu, inicialmente, sob a forma de autarquia, em 31 de abril de 1966, através do Decreto nº 5.076, com o objetivo de realizar estudos e pesquisas demandados pelo governo, disponibilizando-os para a sociedade.
O IDESP reencontra, na sua nova edição, a missão original de promover debates e estudos sobre a economia paraense e acompanhar as transformações econômicas e sociais do Estado, sistematizando e divulgando dados, através de boletins periódicos sobre mercado de trabalho, cesta básica, índice de preços ao consumidor (IPC), indústria, comércio varejista, balança comercial, agropecuária, desmatamento e produto interno bruto, entre outras informações, disponibilizadas integralmente no site institucional.
O Instituto realiza estudos e projetos que implicam diretamente na vida dos paraenses, como “Retrato da Divisão” e “(Di)Visões Territoriais” sobre a proposta de divisão do Pará que levou os eleitores do Estado a votarem em plebiscito no final de 2011. Além disso, o “Redescobrindo o Assistido”, em parceria com a Defensoria Pública do Estado, apontou as qualidades e deficiências do serviço oferecido à população pelos defensores públicos, proporcionando melhorias aos assistidos.
Outro estudo importante foi o das “Cadeias de Comercialização dos Produtos Florestais Não Madeireiros” de seis Regiões de Integração do Estado, cinco deles realizados em parceria com Instituto de Desenvolvimento Florestal do estado do Pará (IDEFLOR), mostrando uma economia invisível em cada região, apontando as dificuldades e sugerindo soluções para otimização do processo e elaboração de políticas públicas eficazes valorização dos ativos florestais como alternativa sustentável ao desenvolvimento.
Mais recentemente, o IDESP esteve na Comunidade Quilombola de Cachoeira Porteira, no oeste do Pará, através de termo de cooperação técnica com o Instituto de Terras do Pará e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente Pará (SEMA) a fim de realizar estudo de identificação do território quilombola, objetivando sua titulação. O Instituto também está implantando o “Observatório de Belo Monte” que acompanha e analisa as transformações ocorridas nos onze municípios que formam a Região de Integração (RI) do Xingu.
O IDESP disponibiliza ainda, em seu site, o Serviço de Informação do Estado (SIE), banco de dados de acesso livre ao público, com informações de fontes oficiais de acesso fácil para públicos com interesses variados, de estudantes que querem informações para trabalhos escolares a empresários e investidores interessados no mercado paraense.
O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará tem a compreensão de que ainda há muito a fazer, mas orgulha-se da contribuição que vem sendo ofertada ao governo e à sociedade para a efetiva melhoria das condições de vida do povo paraense.
Serviço:
Os produtos citados e muitos outros podem ser encontrados no site do IDESP: www.idesp.pa.gov.br
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Inflação recua e apresenta taxa de 0,80% na RMB em junho
Durante o mês de junho de 2012, o índice que mede a variação de preços de produtos e serviços componentes do orçamento das famílias que recebem entre um e oito salários mínimos na Região Metropolitana de Belém (RMB) recuou 0,14% em relação a maio, registrando a taxa de 0,80%. Foi o que apontou o boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), como é conhecido, calculado mensalmente pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP).
O grande responsável pela baixa geral foi o grupo Alimentação e Bebidas que, por ter um peso maior no orçamento familiar, teve uma redução de 0,99 pontos percentuais na sua variação de preços, apresentando taxa positiva de apenas 0,34%. Os subgrupos que mais contribuíram para o recuo foram Alimentação fora do Domicilio (-2,27%) e Alimentação no Domicilio (0,47%). Já entre os subitens que tiveram maiores baixas ficaram Peixes e Crustáceos (-3,90%), Aves e Ovos (-1,45%) e Frutas (-2,52%). Entretanto alguns subitens ainda tiveram representativo aumento de preços, como Hortaliças, Legumes e Verduras (7,26%) e Tubérculos e Raízes (5,53%).
Os dois únicos grupos que tiveram variações negativas em junho foram Despesas e Serviços Pessoais (-0,09%), com destaque para os itens: sapateiro (-18,84%) e máquina fotográfica (-17,64%) e o grupo Habitação (-1,54%), tendo maior influência dos itens gás de bujão (-4,18%), tinta para casa (-5,78%), material de pintura em geral (-5,86%), material hidráulico (-4,50%) e ferragens (-0,64%).
O boletim divulgado pelo IDESP ainda revelou que a taxa acumulada do IPC relativa aos últimos 12 meses (julho/11-junho/12) foi de 11,66%, ficando 3,16 pontos percentuais acima do resultado observado para o período de julho 2010 10 a junho de 2011, de 8,50%. O acumulado no ano (jan-jun/12) alcançou 7,01%, superior ao registrado no mesmo período do ano anterior de 3,87%.
Em breve, a íntegra do boletim estará disponível no site do IDESP: http://www.idesp.pa.gov.br/
O grande responsável pela baixa geral foi o grupo Alimentação e Bebidas que, por ter um peso maior no orçamento familiar, teve uma redução de 0,99 pontos percentuais na sua variação de preços, apresentando taxa positiva de apenas 0,34%. Os subgrupos que mais contribuíram para o recuo foram Alimentação fora do Domicilio (-2,27%) e Alimentação no Domicilio (0,47%). Já entre os subitens que tiveram maiores baixas ficaram Peixes e Crustáceos (-3,90%), Aves e Ovos (-1,45%) e Frutas (-2,52%). Entretanto alguns subitens ainda tiveram representativo aumento de preços, como Hortaliças, Legumes e Verduras (7,26%) e Tubérculos e Raízes (5,53%).
Os dois únicos grupos que tiveram variações negativas em junho foram Despesas e Serviços Pessoais (-0,09%), com destaque para os itens: sapateiro (-18,84%) e máquina fotográfica (-17,64%) e o grupo Habitação (-1,54%), tendo maior influência dos itens gás de bujão (-4,18%), tinta para casa (-5,78%), material de pintura em geral (-5,86%), material hidráulico (-4,50%) e ferragens (-0,64%).
O boletim divulgado pelo IDESP ainda revelou que a taxa acumulada do IPC relativa aos últimos 12 meses (julho/11-junho/12) foi de 11,66%, ficando 3,16 pontos percentuais acima do resultado observado para o período de julho 2010 10 a junho de 2011, de 8,50%. O acumulado no ano (jan-jun/12) alcançou 7,01%, superior ao registrado no mesmo período do ano anterior de 3,87%.
Em breve, a íntegra do boletim estará disponível no site do IDESP: http://www.idesp.pa.gov.br/
quinta-feira, 14 de junho de 2012
IDESP entrega o protótipo do resultado da 2ª fase do Projeto “Redescobrindo o Assistido”
A pesquisa é modelo para Defensorias Públicas de todo o país
No intuito de fazer uma análise técnica da continuidade do projeto “Redescobrindo o Assistido”, que é fruto da parceria entre Defensoria Pública do Pará e Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), foi entregue na manhã desta quarta-feira, 13/06, no auditório do prédio-sede da Defensoria, a 2ª fase do projeto que contou com a participação do Defensor Público Geral, Antônio Cardoso e da equipe da Defensoria que participou do projeto, do Diretor de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação do Idesp, Sérgio Gomes, do Coordenador do Projeto, Josep Vidal e de toda a equipe técnica responsável pela pesquisa.
Iniciado em 2010, o projeto “Redescobrindo o Assistido” é fruto do convênio firmado entre a Defensoria Pública e o Idesp, objetivando quantificar as demandas de assistidos e de defensores por localidades, além de identificar os perfis sociais, econômicos e culturais na capital paraense, bem como as necessidades desses assistidos em relação ao cumprimento dos direitos garantidos constitucionalmente. Já no seu 2º ano de realização, o projeto agora é mais abrangente e faz uma análise de todas as 12 regionais da Defensoria pelo interior do Estado.
Durante o evento, o coordenador acadêmico do projeto, Josep Pont Vidal, apontou as diferenças e semelhanças com a primeira fase da pesquisa a qual ocorreu somente na Região Metropolitana de Belém (RMB). Desta vez, os estudos ocorreram em todos os 12 núcleos regionais da Defensoria Pública localizados no interior do Estado entre o final de 2011 e início de 2012.
O trabalho foi realizado por uma equipe multidisciplinar composta por sociólogos, assistentes sociais, economistas entre outros profissionais que aplicaram 729 questionários e realizaram 24 entrevistas a fim de medir a capacidade e o desempenho institucional da Defensoria Pública do Pará, avaliando o atendimento, as comunicações internas e externas, as decisões e o planejamento da gestão em cada núcleo.
Segundo Vidal, juntamente com a equipe do projeto, nesta segunda fase, foi possível aprofundar alguns aspectos de análise, que estão descritos em um relatório composto por três volumes, os quais apresentam as dificuldades enfrentadas em cada núcleo, como problemas de estrutura, acessibilidade, equipes reduzidas, falta de articulação entre os órgãos presentes nos municípios, entretanto o grau de satisfação dos assistidos no interior é proporcionalmente maior do que na RMB.
No intuito de fazer uma análise técnica da continuidade do projeto “Redescobrindo o Assistido”, que é fruto da parceria entre Defensoria Pública do Pará e Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), foi entregue na manhã desta quarta-feira, 13/06, no auditório do prédio-sede da Defensoria, a 2ª fase do projeto que contou com a participação do Defensor Público Geral, Antônio Cardoso e da equipe da Defensoria que participou do projeto, do Diretor de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação do Idesp, Sérgio Gomes, do Coordenador do Projeto, Josep Vidal e de toda a equipe técnica responsável pela pesquisa.
Iniciado em 2010, o projeto “Redescobrindo o Assistido” é fruto do convênio firmado entre a Defensoria Pública e o Idesp, objetivando quantificar as demandas de assistidos e de defensores por localidades, além de identificar os perfis sociais, econômicos e culturais na capital paraense, bem como as necessidades desses assistidos em relação ao cumprimento dos direitos garantidos constitucionalmente. Já no seu 2º ano de realização, o projeto agora é mais abrangente e faz uma análise de todas as 12 regionais da Defensoria pelo interior do Estado.
Durante o evento, o coordenador acadêmico do projeto, Josep Pont Vidal, apontou as diferenças e semelhanças com a primeira fase da pesquisa a qual ocorreu somente na Região Metropolitana de Belém (RMB). Desta vez, os estudos ocorreram em todos os 12 núcleos regionais da Defensoria Pública localizados no interior do Estado entre o final de 2011 e início de 2012.
O trabalho foi realizado por uma equipe multidisciplinar composta por sociólogos, assistentes sociais, economistas entre outros profissionais que aplicaram 729 questionários e realizaram 24 entrevistas a fim de medir a capacidade e o desempenho institucional da Defensoria Pública do Pará, avaliando o atendimento, as comunicações internas e externas, as decisões e o planejamento da gestão em cada núcleo.
Segundo Vidal, juntamente com a equipe do projeto, nesta segunda fase, foi possível aprofundar alguns aspectos de análise, que estão descritos em um relatório composto por três volumes, os quais apresentam as dificuldades enfrentadas em cada núcleo, como problemas de estrutura, acessibilidade, equipes reduzidas, falta de articulação entre os órgãos presentes nos municípios, entretanto o grau de satisfação dos assistidos no interior é proporcionalmente maior do que na RMB.
Inflação recua 0,26 pontos percentuais na RMB
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do mês de maio de 2012 apresentou redução de 0,26 pontos percentuais em relação ao mês anterior, gerando uma inflação de 0,94% para as famílias residentes na Região Metropolitana de Belém que recebem de 1 a 8 salários mínimos. É o que aponta o boletim publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP).
De acordo com a pesquisa, dos nove grupos de despesas, quatro estão acima do Índice Geral: Móveis e Equipamentos Domésticos (4,03%), Despesas e Serviços Pessoais (1,82%), Alimentação e Bebidas (1,33%) e Vestuário (1,08%). Dois ficaram abaixo da taxa: Habitação (0,62%) e Transportes (0,05%). Três registraram taxas negativas: Educação, Leitura e Papelaria (0,26%), Comunicação (0,78%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,21%).
O grupo Móveis e Equipamentos Domésticos (4,03%), com influência de 7,86% na estrutura do IPC, foi um dos que contribuiu para que o Índice Geral não tivesse recuado mais, apesar da redução de juros e do Imposto de Produtos Industrializados (IPI), a demanda por bens duráveis, impulsiona os preços principalmente de itens como manutenção de móveis (48,71%), Mobiliário (7,14%) e os Eletrodomésticos (3,10%).
O grupo de Despesas e serviços Pessoais registrou a segunda maior taxa de 1,82%. Crescimento decorrente de rejustes de preços em itens como: máquina fotográfica (13,50%), barbeiro (9,92%), sapateiro (9,77%) e funeral (9,69%). Entretanto, com peso de 34% nas despesas das famílias, o grupo Alimentação e Bebidas (1,33%) foi o que teve maior responsabilidade sobre o resultado final do IPC.
Os subitens que mais influenciaram para a elevação dos preços no grupo foram os Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (5,14%), sendo o aumento do preço do feijão provocado por problemas climáticos nos centros produtores e pela redução de área plantada, dando lugar ao cultivo de outros grãos mais lucrativos como a soja. Já, os produtos de grande consumo do belenense que registraram taxas negativas, atenuando o resultado final do índice médio do grupo, não só pelo consumo, mas pela participação na estrutura do IPC foram: Carnes e Vísceras (-0,77%), Aves e Ovos (-0,98%) e Peixes e Crustáceos (-5,49%).
Por sinal, a cesta básica do mês de maio custou R$ 220,69 (Duzentos e vinte reais e sessenta e nove centavos), correspondendo a 35,48% do salário mínimo vigente, de R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais), apresentando variação de 3,01% em relação ao mês de abril/12. Dessa forma, para adquirir os produtos da cesta, o trabalhador precisou cumprir uma jornada de trabalho de 85 horas e 92 minutos.
No grupo Vestuário (1,08%), a taxa foi impulsionada por itens como Roupas de Criança (3,01%); Roupa Feminina (2,57%) e Acessório Feminino/Masculino (2,13%). Em Habitação (0,62%), destacaram-se: aluguel (4,76%), gás de bujão (4,36%), material de pintura em geral (9,57%), ferragens (11,97%) e ainda o subgrupo Artigo de Limpeza e Descartáveis (2,09%). No grupo Transportes (0,05%), apesar da permanência de alguns preços, itens como automóvel usado (-5,89%) e conserto de auto(-0,27%) registraram deflação.
Em Comunicação (-0,78%), a taxa negativa foi pressionada pelo subitem Despesa com Telefone (-0,78%). Assim como em Educação, Leitura e Papelaria (-0,26%), a redução é justificada pela permanência dos preços médios das mensalidades dos cursos fundamental /médio/ superior e de itens como: livro escolar, livro e revistas técnicas, assinatura de jornal e periódicos, além das taxas negativas nos itens caderno (2,83%) e outros artigos de papelaria (3,26%). Por fim, o grupo que apresentou maior taxa negativa foi Saúde e Cuidados Pessoais (-1,21%), com destaque para deflação em Óculos e Lentes (-12,03%) e Higiene Pessoal (-1,68%).
A taxa acumulada do IPC/IDESP relativa aos últimos 12 meses (julho/11-maio/12) foi de 11,01%, acima 2,36 pontos percentuais do resultado observado para o período (julho/10 – maio/11). O acumulado no ano (jan – maio/12) alcançou 6,16%, quase o dobro dos 3,65% registrado no mesmo período do de 2011.
De acordo com a pesquisa, dos nove grupos de despesas, quatro estão acima do Índice Geral: Móveis e Equipamentos Domésticos (4,03%), Despesas e Serviços Pessoais (1,82%), Alimentação e Bebidas (1,33%) e Vestuário (1,08%). Dois ficaram abaixo da taxa: Habitação (0,62%) e Transportes (0,05%). Três registraram taxas negativas: Educação, Leitura e Papelaria (0,26%), Comunicação (0,78%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,21%).
O grupo Móveis e Equipamentos Domésticos (4,03%), com influência de 7,86% na estrutura do IPC, foi um dos que contribuiu para que o Índice Geral não tivesse recuado mais, apesar da redução de juros e do Imposto de Produtos Industrializados (IPI), a demanda por bens duráveis, impulsiona os preços principalmente de itens como manutenção de móveis (48,71%), Mobiliário (7,14%) e os Eletrodomésticos (3,10%).
O grupo de Despesas e serviços Pessoais registrou a segunda maior taxa de 1,82%. Crescimento decorrente de rejustes de preços em itens como: máquina fotográfica (13,50%), barbeiro (9,92%), sapateiro (9,77%) e funeral (9,69%). Entretanto, com peso de 34% nas despesas das famílias, o grupo Alimentação e Bebidas (1,33%) foi o que teve maior responsabilidade sobre o resultado final do IPC.
Os subitens que mais influenciaram para a elevação dos preços no grupo foram os Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (5,14%), sendo o aumento do preço do feijão provocado por problemas climáticos nos centros produtores e pela redução de área plantada, dando lugar ao cultivo de outros grãos mais lucrativos como a soja. Já, os produtos de grande consumo do belenense que registraram taxas negativas, atenuando o resultado final do índice médio do grupo, não só pelo consumo, mas pela participação na estrutura do IPC foram: Carnes e Vísceras (-0,77%), Aves e Ovos (-0,98%) e Peixes e Crustáceos (-5,49%).
Por sinal, a cesta básica do mês de maio custou R$ 220,69 (Duzentos e vinte reais e sessenta e nove centavos), correspondendo a 35,48% do salário mínimo vigente, de R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais), apresentando variação de 3,01% em relação ao mês de abril/12. Dessa forma, para adquirir os produtos da cesta, o trabalhador precisou cumprir uma jornada de trabalho de 85 horas e 92 minutos.
No grupo Vestuário (1,08%), a taxa foi impulsionada por itens como Roupas de Criança (3,01%); Roupa Feminina (2,57%) e Acessório Feminino/Masculino (2,13%). Em Habitação (0,62%), destacaram-se: aluguel (4,76%), gás de bujão (4,36%), material de pintura em geral (9,57%), ferragens (11,97%) e ainda o subgrupo Artigo de Limpeza e Descartáveis (2,09%). No grupo Transportes (0,05%), apesar da permanência de alguns preços, itens como automóvel usado (-5,89%) e conserto de auto(-0,27%) registraram deflação.
Em Comunicação (-0,78%), a taxa negativa foi pressionada pelo subitem Despesa com Telefone (-0,78%). Assim como em Educação, Leitura e Papelaria (-0,26%), a redução é justificada pela permanência dos preços médios das mensalidades dos cursos fundamental /médio/ superior e de itens como: livro escolar, livro e revistas técnicas, assinatura de jornal e periódicos, além das taxas negativas nos itens caderno (2,83%) e outros artigos de papelaria (3,26%). Por fim, o grupo que apresentou maior taxa negativa foi Saúde e Cuidados Pessoais (-1,21%), com destaque para deflação em Óculos e Lentes (-12,03%) e Higiene Pessoal (-1,68%).
A taxa acumulada do IPC/IDESP relativa aos últimos 12 meses (julho/11-maio/12) foi de 11,01%, acima 2,36 pontos percentuais do resultado observado para o período (julho/10 – maio/11). O acumulado no ano (jan – maio/12) alcançou 6,16%, quase o dobro dos 3,65% registrado no mesmo período do de 2011.
sábado, 26 de maio de 2012
Comemoração do dia do estatístico e do geógrafo
No próximo dia 29 de maio, terça-feira, são comeorados os dias do estatístico e do geógrafo, por isso o IDESP vai comemorar a data com uma programação especial:
O evento ocorrerá no auditório do Instituto, localizado na Rua Municipalidade, 1461. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site www.idesp.pa.gov.br
O evento ocorrerá no auditório do Instituto, localizado na Rua Municipalidade, 1461. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site www.idesp.pa.gov.br
terça-feira, 15 de maio de 2012
IPC aumenta 1,20% em abril na RMB
As variações dos preços de bens e serviços que compõem o orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de Belém (RMB) com rendimentos de 1 a 8 salários mínimos, provocaram a taxa de 1,20% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) durante o mês de abril, sendo 0,45% superior ao mês de março. Para as famílias que recebem de 1 a 40 salários, a taxa foi de 1,34%. Na avaliação dos últimos 12 meses (maio/11 a abril/12), a taxa foi de 10,76% e de 5,18% no acumulado do ano (janeiro a abril/12).
Os resultados foram calculados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP). A pesquisa apontou alta acima do índice geral nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (4,31%) e Vestuário (1,49%). Além desses, os grupos Móveis e Equipamentos Domésticos (1,06%), Despesas e Serviços Pessoais (0,93%), Alimentação e Bebidas (0,89%), Transportes (0,81%), Habitação (0,69%) e Comunicação (0,19%) também apresentaram aumento de preços. A única exceção, com variação negativa de 1,57% foi do grupo Educação, Leitura e Papelaria.
A variação de 4,31% em saúde e Cuidados Especiais é explicada pela alta de preços dos subitens Óculos e Lentes (8,34%) e Cuidados Pessoais (3,99%). Já, no grupo Vestuário (1,49%), a proximidade do “Dia das Mães” aqueceu as compras, gerando altas principalmente nos subitens Acessórios Femininos e Masculinos (6,64%), Calçados Femininos (3,26 %) e relógio de pulso feminino (3,27%).
Em Móveis e Equipamentos Domésticos a taxa de 1,06% foi pressionada pelo subitem Mobiliário que teve acréscimo de 3,45. No grupo Despesas e Serviços Pessoais o reajuste de 21,53% no valor do cigarro majorou a taxa em 0,93%. Em Transportes, a taxa de 0,81% destacaram-se os subitens: lavagem/lubrificação (18,06%) motocicleta (5,84%), câmara/pneu (4,13%), óleo lubrificante (3,32%) e conserto de auto (1,47%).
No grupo Alimentação e Bebidas com uma variação percentual de 0,89% destaca-se o subgrupo Alimentação no Domicilio, no qual os preços médios dos produtos aumentaram 1,62% com destaque para: Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (6,25%)- feijão jalo (13,73%), feijão rajado (11,84%) e arroz polido (2,62%); carnes frescas e vísceras (1,08%)- pá (6,60%), agulha (4,72%), peito de boi (3,78%), carne moída de primeira (2,20%) e costela de boi (2,04%). Os reajustes nos preços médios do arroz, feijão e carne são provocados pelas mudanças climáticas, que causam a redução da oferta dos produtos e a elevação no preço final dos produtos.
Os substitutos imediatos das carnes vermelhas registraram aumentos significantes: Aves e Ovos (1,01%)- frango abatido (2,67%) e ovo de galhinha (3,35%). Seguindo a mesma tendência de preços elevados os Peixes e Crustáceos (3,46%)- peixe serra (11,27%), piramutaba (6,29%), tainha (4,39%), pescada (1,48%) e camarão fresco regional (1,02%). Hortaliças Legumes e Verduras (3,90%) e Frutas (8,55%). Já o valor da Cesta Básica, durante o mês de abril, correspondeu a 34,45% do salário mínimo vigente de R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais), apresentando variação de 4,24% em relação ao mês de março/12, quando registrou taxa negativa de 2,69%.
No grupo Habitação, com crescimento de 0,69%, os itens com comportamento ascendente foram material hidráulico (14,00%), material elétrico (3,69%), matéria de pintura (1,93%) e tinta para casa (0,77%). Em Comunicação a taxa de 0,19% foi influenciada pelos itens TV por assinatura (7,98%) e aparelho de telefone celular (0,19%). Em compensação, o grupo Educação Leitura e Papelaria, único com comportamento negativo de 1,57%, os itens responsáveis pela deflação foram: uniforme escolar (-2,78%), assinatura de periódicos (-0,30%), outros artigos de papelaria (-4,57%) e livros não didáticos (-3,31%).
Os resultados foram calculados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP). A pesquisa apontou alta acima do índice geral nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (4,31%) e Vestuário (1,49%). Além desses, os grupos Móveis e Equipamentos Domésticos (1,06%), Despesas e Serviços Pessoais (0,93%), Alimentação e Bebidas (0,89%), Transportes (0,81%), Habitação (0,69%) e Comunicação (0,19%) também apresentaram aumento de preços. A única exceção, com variação negativa de 1,57% foi do grupo Educação, Leitura e Papelaria.
A variação de 4,31% em saúde e Cuidados Especiais é explicada pela alta de preços dos subitens Óculos e Lentes (8,34%) e Cuidados Pessoais (3,99%). Já, no grupo Vestuário (1,49%), a proximidade do “Dia das Mães” aqueceu as compras, gerando altas principalmente nos subitens Acessórios Femininos e Masculinos (6,64%), Calçados Femininos (3,26 %) e relógio de pulso feminino (3,27%).
Em Móveis e Equipamentos Domésticos a taxa de 1,06% foi pressionada pelo subitem Mobiliário que teve acréscimo de 3,45. No grupo Despesas e Serviços Pessoais o reajuste de 21,53% no valor do cigarro majorou a taxa em 0,93%. Em Transportes, a taxa de 0,81% destacaram-se os subitens: lavagem/lubrificação (18,06%) motocicleta (5,84%), câmara/pneu (4,13%), óleo lubrificante (3,32%) e conserto de auto (1,47%).
Os substitutos imediatos das carnes vermelhas registraram aumentos significantes: Aves e Ovos (1,01%)- frango abatido (2,67%) e ovo de galhinha (3,35%). Seguindo a mesma tendência de preços elevados os Peixes e Crustáceos (3,46%)- peixe serra (11,27%), piramutaba (6,29%), tainha (4,39%), pescada (1,48%) e camarão fresco regional (1,02%). Hortaliças Legumes e Verduras (3,90%) e Frutas (8,55%). Já o valor da Cesta Básica, durante o mês de abril, correspondeu a 34,45% do salário mínimo vigente de R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais), apresentando variação de 4,24% em relação ao mês de março/12, quando registrou taxa negativa de 2,69%.
No grupo Habitação, com crescimento de 0,69%, os itens com comportamento ascendente foram material hidráulico (14,00%), material elétrico (3,69%), matéria de pintura (1,93%) e tinta para casa (0,77%). Em Comunicação a taxa de 0,19% foi influenciada pelos itens TV por assinatura (7,98%) e aparelho de telefone celular (0,19%). Em compensação, o grupo Educação Leitura e Papelaria, único com comportamento negativo de 1,57%, os itens responsáveis pela deflação foram: uniforme escolar (-2,78%), assinatura de periódicos (-0,30%), outros artigos de papelaria (-4,57%) e livros não didáticos (-3,31%).
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Pará teve crescimento de quase 95% na geração de empregos em nove anos
Artigo do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP), divulgado hoje (02), mostra que o estado do Pará teve crescimento de 94,8% na geração de empregos formais, o equivalente a 462.867 novos postos de trabalhos, entre os anos de 2001 e 2010, maior que a média brasileira de 62,1%. O documento destaca alguns aspectos da dinâmica do mercado de trabalho paraense, no período citado, a partir da sistematização de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o artigo, o mercado de trabalho no Estado segue a tendência nacional de formalização dos vínculos empregatícios, comportamento esse causado por fatores como: demanda crescente por profissionais de áreas como saúde e educação devido à expansão e descentralização de serviços públicos universalizantes; políticas de transferência de renda e de valorização do Salário Mínimo, estimulando a demanda por bens e serviços; aumento e diversificação do crédito financeiro tanto para famílias quanto para empresas; implantação de imposto simplificado voltado às micro e pequenas empresas, favorecendo a formalização e a criação de empreendimentos; maior atuação do Ministério do Trabalho e Emprego na fiscalização das contratações de mão de obra.
No que tange a descentralização espacial, no Pará, também pode-se observar um crescimento na participação de vários municípios do interior na geração de empregos do Estado. Enquanto, no período em análise, a capital Belém registrou uma expansão de 47,3% na criação de novos empregos formais, os outros municípios cresceram 51,4%.
Entretanto, mesmo sem levar em consideração a capital, os empregos ainda se concentram em um grupo pequeno de municípios do interior paraense. No período de 2001 a 2010, pode-se observar que apenas 12 dos 143 municípios que compõem o Estado foram responsáveis por 51% da geração de empregos formais, são eles: Ananindeua, Marabá, Parauapebas, Santarém, Castanhal, Paragominas, Barcarena, Marituba, Tucuruí, Redenção, Altamira e Tailândia.
Dentre as Regiões d Integração (RI), as seis que apresentaram crescimento relativo superior à média do Estado (151,3%) foram: Tapajós (276,4%), Carajás (260,1%), Tocantins (206,9%), Araguaia (193,4%), Marajó (170,6%) e Xingu (167,0). Em conseqüência, aumentaram sua participação no estoque de empregos do Estado, destacando-se a RI Carajás que passou de 11,9% em 2001 para 17,1% em 2010, sendo a que mais cresceu em termos absolutos, com destaque para Marabá e Parauapebas.
Por fim, a diversificação econômica ocorrida no Estado do Pará, durante o período analisado, deve-se fundamentalmente aos grandes projetos de mineração, às construções de Usinas Hidrelétricas e à expansão da agropecuária.
De acordo com o artigo, o mercado de trabalho no Estado segue a tendência nacional de formalização dos vínculos empregatícios, comportamento esse causado por fatores como: demanda crescente por profissionais de áreas como saúde e educação devido à expansão e descentralização de serviços públicos universalizantes; políticas de transferência de renda e de valorização do Salário Mínimo, estimulando a demanda por bens e serviços; aumento e diversificação do crédito financeiro tanto para famílias quanto para empresas; implantação de imposto simplificado voltado às micro e pequenas empresas, favorecendo a formalização e a criação de empreendimentos; maior atuação do Ministério do Trabalho e Emprego na fiscalização das contratações de mão de obra.
No que tange a descentralização espacial, no Pará, também pode-se observar um crescimento na participação de vários municípios do interior na geração de empregos do Estado. Enquanto, no período em análise, a capital Belém registrou uma expansão de 47,3% na criação de novos empregos formais, os outros municípios cresceram 51,4%.
Entretanto, mesmo sem levar em consideração a capital, os empregos ainda se concentram em um grupo pequeno de municípios do interior paraense. No período de 2001 a 2010, pode-se observar que apenas 12 dos 143 municípios que compõem o Estado foram responsáveis por 51% da geração de empregos formais, são eles: Ananindeua, Marabá, Parauapebas, Santarém, Castanhal, Paragominas, Barcarena, Marituba, Tucuruí, Redenção, Altamira e Tailândia.
Dentre as Regiões d Integração (RI), as seis que apresentaram crescimento relativo superior à média do Estado (151,3%) foram: Tapajós (276,4%), Carajás (260,1%), Tocantins (206,9%), Araguaia (193,4%), Marajó (170,6%) e Xingu (167,0). Em conseqüência, aumentaram sua participação no estoque de empregos do Estado, destacando-se a RI Carajás que passou de 11,9% em 2001 para 17,1% em 2010, sendo a que mais cresceu em termos absolutos, com destaque para Marabá e Parauapebas.
Por fim, a diversificação econômica ocorrida no Estado do Pará, durante o período analisado, deve-se fundamentalmente aos grandes projetos de mineração, às construções de Usinas Hidrelétricas e à expansão da agropecuária.
Assinar:
Postagens (Atom)